Com a possibilidade de novos IPOs tradicionais ainda fechada, algumas empresas têm acessado a B3 por um atalho pouco conhecido do investidor: o chamado “IPO reverso”. A prática expõe investidores a riscos de governança e liquidez artificial, já que o mecanismo suprime etapas para a listagem de ativos.
Na prática, trata-se da compra de uma companhia já listada por uma empresa de capital fechado, que passa a herdar o código de negociação. O problema é que esse caminho elimina etapas essenciais de diligência e transparência, criando riscos relevantes de governança, além de falhas na informação, especialmente para o investidor pessoa física.
Sem a diligência prévia (due diligence) de bancos de investimento e escritórios de advocacia, o investidor ingressa em negócios com inúmeros pontos cegos de fiscalização. Nosso sócio, Mateus Leite, das áreas de fusões e aquisições e mercado de capitais, concedeu entrevista sobre o tema ao Valor Investe.
Ele explica que o movimento do IPO reverso é, em muitos casos, caracterizado mais pela iniciativa da empresa de se tornar uma companhia aberta do que motivado pela aquisição dos ativos do negócio adquirido. O acionista minoritário pode se retirar da sociedade, mas o valor atribuído às ações pode ou não ter relação com o valor negociado em bolsa.
Acompanhe a reportagem do Valor Investe: https://valorinveste.globo.com/mercados/renda-variavel/empresas/noticia/2026/02/05/onda-de-ipos-reversos-na-b3-expoe-investidores-a-riscos-de-governanca-e-liquidez-artificial.ghtml