A recuperação judicial do Grupo Fictor levanta debates importantes sobre governança, estrutura jurídica e proteção ao investidor.
Em entrevista concedida à CNN Money, nosso sócio Arthur de Paula chamou atenção para o caráter inusitado do pedido de RJ, fundamentado, segundo o grupo, em uma crise reputacional que teria provocado uma fuga superior a 70% dos recursos sob gestão. A crise estaria associada à tentativa frustrada de aquisição do Banco Master, episódio que acabou gerando um efeito manada entre os investidores e pressionando a liquidez do grupo.
Um ponto central da análise está no uso intensivo das sociedades em conta de participação como instrumento de captação. Embora sejam estruturas legais, o volume – cerca de 12 mil, com exposição estimada em R$ 3 bilhões – levanta questionamentos sobre o perfil dos investidores, com perfil mais próximo do consumidor comum ou investidores sofisticados.
Arthur esclareceu que em um processo de recuperação judicial, quem é considerado sócio fica no fim da fila e, em tese, não tem direito a receber crédito. Já aqueles enquadrados como credores quirografários entram apenas na terceira posição da ordem de pagamento, após o pagamento dos créditos trabalhistas e dos credores com garantia real.
Arthur também conversou sobre o assunto com outros veículos, impressos e online, como Folha de S.Paulo, O Globo, Folha de Pernambuco e também no Jornal da Cultura.
Acompanhe aqui o link para a entrevista na CNN Money: https://www.youtube.com/watch?v=dJe_iLVv_8w
Confira as demais repercussões: